Jovem confessa traição para marido preso e é morta dentro da cadeia

Rafael do Amaral Nascimento, 20 anos, tinha um filho com a vítima, Daniele Aline Vieira Guimarães, 18 anos.Daniele era proibida de visitá-lo, por estar grávida e ainda não ter 18 anos. Mas a mãe da garota fez um requerimento para que ela pudesse se encontrar com o detento e logo após passaram a ter acesso à visita íntima.Como ambos estavam sozinhos na cela, ninguém percebeu o que ocorria no local e a vítima foi morta com um golpe conhecido como " gravata".



O crime ocorreu minutos antes do encerramento das visitas no presídio. A família para os presos é sagrada, não pode acontecer nada em dia de visita. (...) Por isso ele deixou bem para o fim (da visita).

Rafael cumpria pena por ter cometido dois assaltos. Segundo a polícia, o detento era ajudado nas ações pelo irmão de Daniele, que é menor de 18 anos e cumpre medida socioeducativa pelo homicídio de uma garota e pelos roubos que cometeu junto com seu cunhado.

A morte causou revolta de outros presos e com medo da reação dos outros detentos, Rafael cochichou com o carcereiro: ‘chama o IML (Instituto Médico Legal) que eu matei minha mulher'.”
Para evitar agressões, Rafael foi imediatamente isolado e os outros presos levados de volta às suas celas.

Em depoimento à polícia, Rafael afirmou que matou Daniele por sentir que estava sendo tratado como “corno”.Segundo a justiça, Rafael estava a uma semana da sua progressão de pena. Como na cidade não há unidades para o cumprimento do regime semiaberto, ele passaria direto para o domiciliar. Como cometeu falta grave, o detento, que foi autuado em flagrante por homicídio e sofrerá agora uma regressão em sua detenção.

Por conta da reação dos outros detentos, Rafael segue detido em uma cela separada. O detento deve ser transferido para uma outra unidade prisional no Estado.